quarta-feira, 12 de abril de 2017

Dudé e a Máfia, de Dudé e a Máfia





Comento com grande satisfação o trabalho da banda de meu professor de canto, Dudé, que vim conhecendo ao longo dos anos, mas que só recentemente pude ouvir em formato de álbum (EP).
Trata-se de um conjunto de músicas com verve rock, rasgada, pulsante, vibrante, ousada. Não que todas as canções sejam do mesmo formato. Há canções mais hard, como "Até o amanhecer" e "Algo mais" (para mim, a melhor), há canções mais blues, como "Chega junto, baby", "Batom blues" e "Degustadores profissionais de cerveja" (a mais engraçada, sem dúvida, com letra muito sacada), mas todas têm em comum a força roqueira, a pegada mais pesada, mais guitarra. Essa escolha está em acordo com a opção das letras, que mostram uma postura de independência e desprendimento em relação ao "politicamente correto" (algumas, bem entendidas, são um soco no estômago). "A cidade", para mim, é a que soa mais "anos oitenta" de todo o material, com espírito um pouco mais pop, mas sem perder a agressividade.
Tecnicamente, o material fala por si, exibindo qualidades evidentes. Bem gravado, bem cantado, bem arranjado e bem solado (sem malabarismos, na dose certa, o que se tornou uma virtude rara ultimamente), serve de inspiração e referência para todos os que buscam ainda construir e oferecer um trabalho digno, consistente e expressivo dentro da praia do rock brasileiro. Tudo isso, como sei bem, fruto de enorme dedicação e capricho em todas as etapas de produção.
Sugiro que o interessado procure também os clipes da banda, que revelam visualmente aspectos das letras não percebidos em uma primeira audição desatenta.
É isso. Que, em breve, venha mais.

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