No bem editado encarte do CD de Amanda Penteado, constam, depois das letras das canções, algumas homenagens a artistas que foram importantes para a cantora. Por essas homenagens, conseguimos mapear um pouco o universo musical dos interesses de Amanda, rico e diversificado. Torna-se evidente que a afirmação de identidade do título do trabalho fundamenta-se no respeitoso reconhecimento das influências e inspirações a partir das quais a intérprete construiu seu modo de fazer música.O que me surpreendeu na prazeirosa audição do álbum foi a proximidade de qualidade das canções apresentadas com o material dos artistas influenciadores e inspiradores. “Be yourself” não é mera imitação ou apropriação estética das fórmulas. Esse trabalho, graças aos seus méritos artísticos, traz para o ouvinte faixas que poderiam fazer parte de qualquer playlist pop dançante ou romântica em qualquer rádio ou programação que conheço. Em “Be yourself”, chama a atenção a qualidade técnica e artística das gravações, todas muito bem produzidas.O mérito maior cabe à versatilidade vocal de Amanda, que transita por intenções distintas com sentimento e competência. Moldada para a doçura e a introspecção, a voz da artista assume timbres inusitados e frequenta alturas complicadas sem perder a textura e a leveza. Particularmente, considero que canções mais emocionais, como “Fight for love”, favorecem a interpretação e ficam mais acertadas para suas potencialidades. Também gostei, no entanto, de “Sexier”, na linha de Sade, valorizada pelo arranjo.Amanda Penteado tem talento incrível, e adere muito bem à teia pop que envolve a música jovem atual. Com uma boa estrutura de divulgação de seu trabalho, estaria frequentando paradas de sucesso nas rádios daqui e de fora. Confesso que fiquei realmente impressionado.
sábado, 7 de outubro de 2017
Be yourself, de Amanda Penteado
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