O livro de estreia de Vinicius Arnom, Vida, rosas do tempo, faz um apanhado de várias facetas de sua poesia. Dividida em cinco partes, de acordo com a percepção poética de Arnom de sua história e do mundo, a obra nos apresenta um ser humano de grande sensibilidade, preocupado com o sentido profundo das coisas que vivencia. O verso é solto, despretensioso, espontâneo, claro, sem rebuscamentos. Tratando-se de um jovem poeta, é de esperar que seus próximos trabalhos apresentem um tratamento ainda mais rico do material linguístico que expressa sua peculiar sensibilidade.
Gostei muito deste poema:
Vênus
Sou da pele a marca
de um inteiro e uma parte
Parte de mim é o todo,
todo homem é de Marte.
Paralelos, alternativos,
a minha alternativa
gabarita a interrogativa
interroga, roga, roga e engasga.
Rasga sem véu, rasga comigo
comigo casa, casa e finda caso
Caso por acaso contigo,
contigo vou, se seu sou.
Sou de toda arte,
mas é para lá que vou
Reaver minha parte
ver minha Vênus,
porque sou de Marte.
sábado, 14 de janeiro de 2012
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